domingo, 29 de janeiro de 2012

Sai tradução de "Moral Tributária do Estado e dos Contribuintes"

Foto: Sérgio Antônio Fabris e Luiz Dória Furquim

Assim traduzimos a coletânea de conferências, do professor emérito de Direito Financeiro e Tributário da Universidade de Colonia, Klaus Tipke, enfeixadas sob o título "Besteuerungsmoral und Steuermoral", com 134 páginas. A obra foi editada no Brasil por Sérgio Antonio Fabris e está à disposição em sua loja à rua Riachuelo, Porto Alegre. A obra faz uma introdução à ética tributária dos poderes do estado. Inicialmente ele faz uma introdução à ética do legislador encarecendo a necessidade de princípios tributários objetivamente justos para todos os impostos com fins fiscais. Em seguida explica o princípio da capacidade contributiva como princípio indeterminado mas determinável. Aponta os impostos que correspondem ao princípio enveredando pelo imposto de renda, imposto patrimonial, herança, impostos sobre o valor agregado, imposto sobre transmissão e especiais de consumo. Diz o que é necessário para a imposição de empresas. Analisa a polêmica em torno dos tributos mencionados nos artigos 105 e 106 da lei fundamental alemã com suas bases de cálculo procedentes do passado. Notável é a exposição da teoria impositiva de Paul Kirschhof. Discute os limites da imposição fiscal e enfatiza a necessidade de um Direito Processual que possibilita a igualdade de aplicação do Direito. Prossegue analisando a ética fiscal para as autoridades fazendárias. Aponta as deficiências da moral tributária tanto legislativa quanto no seu momento aplicativo pelo executivo, acentuando que os tribunais têm o papel de guardiões da moralidade fiscal. Verbera o que caracteriza de mal baratamento de recursos públicos como carência de moral estatal.

Passa então a analisar a ética fiscal do contribuinte iniciando o estudo sobre o dever de pagar tributos e os problemas da esquivança ou descumprimento. Tipifica as atitudes mentais do contribuinte diante da obrigação tributária e verifica conexão entre a moral do estado e a dos contribuintes. Por ultimo aborda as sanções penais e a moral tributária do estado e do contribuinte, que depende do preenchimento pelas leis tributárias do tipo penal em branco, terminando com uma mensagem de proteção do bem jurídico na concepção do estado de direito.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Edição nacional



Haikai nacional
Aroma daqui
Qual tigela de açaí


Luiz Furquim e Flávia Furquim
Haikai a quatro mãos
04/11/2011


(fonte imagem: www.priscilamedeiros.wordpress.com)

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Dueto



Pai e filha. Concentração.
Haikais na tela do PC.
Singela sugestão.


Luiz Furquim e Flávia Furquim
Haikai a quatro mãos
25/10/2011


(fonte imagem: www.pcweb.com.br)

sábado, 31 de julho de 2010

24 de Outubro


24 de Outubro

Ao vovô Rafael Doria
À priminha Elizabeth


A vida corre, com o Tempo passa
pelo espaço grandioso do Universo
Eu, neste dia , trago pro meu verso
toda a felicidade de uma taça.

Sim, que, hoje, esta familia que se enlaça,
comemorando o verso e seu reverso,
o homem, no júbilo da criança imerso,
tem toda a força alegre de uma raça!

E toda a glória que esta data alcança
se inicia no olhar duma criança
e não termina nunca pelos anos ...

Seja infinito o sentimento d'alma
que faz na vida uma velhice calma
e uma infância liberta dos enganos .


Luiz Dória Furquim

Publicado no Diario de Rio Claro de 28.10.1947,
Em homenagem aos aniversários do vovô Rafael e da priminha Elizabeth, filha do Lelinho e da Ellen

(fonte da imagem: www.butterflybluebb.spaces.live.com/Marc Chagall)

Poemeto


Poemeto

Eu deixarei a vida
como deixa o tédio
do persistente bolero
o incompetente suicida

Ao porto só chegarei
quando descer a sombra
do famoso adágio
sobre meu rosto absorto

Abandonado na alfombra
de um coche sem presságio.
Claro, empurrarei a argila
como navega sua nau
o holandês solitário ,
olhos postos em favila:
ressuscitado no sal
de um mar revolucionário .

Mas eu não terei bússola
com que busque a ilha
nem tocarei a flauta
mágica da argúcia:
enfileirado na trilha
estarei entre os últimos argonautas.

Luiz Dória Furquim

Araçatuba, 2 de maio de 1981, com alterações em 31 de julho em Porto Alegre .


(fonte da imagem: www.obarcobebado.com/350 quadros de Salvador Dalí)

sábado, 17 de julho de 2010

As Cantigas da Chácara

Na Fazenda Natal vovô Raul aprendeu, ainda menino, essas cantigas aqui transcritas. Cantava-se na casa de seu pai essas e outras que se perderam no tempo - lá se vai mais de um século -. Nós cantamos na chácara em ocasiões de festa , alegria e saudade - sempre a saudade...- e cantamos também em outros lugares. E cantamos sempre e onde a Chácara estiver reunida.

(Trecho de uma carta minha escrita a meu pai Aureliano em 03-10-1984, originalmente publicado no livro "De Estevão a Raul & a Chácara", de Mario Valladão Furquim e Lelita Furquim, p. 149)

Um das canções que mais cantávamos é o famoso "Peixe Vivo", do folclore mineiro, cuja letra transcrevo aqui:

Como pode o peixe vivo
Viver fora d'água fria (bis)
Como poderei viver (bis)
Sem a tua , sem a tua,
sem a tua companhia (bis)

Os pastores dessa aldeia
Já me fazem zombaria (bis)
Por me ver assim chorando (bis)
Sem a tua , sem a tua,
sem a tua companhia (bis)

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Álbum de Família



A foto da grande familia Raul Furquim, a mais globalizante (antes da internet...).

Deve datar do final da década de 1930. Foi tirada na chácara de Bebedouro.

Eu sou o terceiro sentado na primeira fila, da esquerda para a direita, tendo feito companhia aos primos Arnaldo e Roberto e ao José, filho adotivo de Pedro. Na segunda fileira, a primeira loirinha de pé, da esquerda para a direita, é minha irmã Carmen Lia. Meu irmão Raul, ainda bebê, está no colo do meu pai, Aureliano, que é o terceiro, de pé; minha mãe, Zoraide Angrisani Doria, é a segunda pessoa de pé, ao lado de meu pai.